Começou!!!

Agora começou pra valer o Jamboree, já não consigo escrever com a mesma frequência de antes de entrar no campo pois agora o tempo é mais escasso, não há pontos fáceis para carregar as baterias do celular e/ou computador, estamos agora com 35 jovens na tropa e 4 adultos, o que acaba me tomando muito tempo, principalmente neste primeiros dias.

Escreverei novamente da chegada pois não enviei fotos na última. Como escrevi no post anterior, a sensação é incrível. Milhares de pessoas chegando ao mesmo tempo, um clima incrível no ar, todo mundo emocionado e feliz.

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Nosso campo ficou bem longe da entrada, do supermercado, da loja que vende produtos escoteiros, longe de muitas coisas, mas cada campo tem sua vida própria pois são alguns milhares de escoteiros em cada Hub, Hub este composto por um conjunto de sub-campos. Parece um pouco complicado e é mesmo, fui procurar alguns amigos do grupo de São Paulo ao qual eu fazia parte e levei mais de hora para encontrá-los pois precisei perguntar para várias pessoas como achá-los. Sorte que estavam em seu sub-campo na hora que cheguei lá e pude reencontrar velhos amigos, todos meus pioneiros no passado que agora vem ao Jamboree como chefes de patrulha, pessoa super legal e responsável que sinto saudades da convivência. São do grupo escoteiro Hongwanji de São Paulo.

Após chegarmos tivemos mais de um dia para arrumarmos nosso campo, montar um portal, toldo para cozinhar, ajeitar os utensílios de cozinha, mesas, cadeiras, tudo mais para passarmos 10 dias agradáveis no campo. Como nas 4 patrulhas do nosso campo temos um pessoal ótimo, aos trancos e barrancos vamos nos acertando, arrumando os problemas encontrados, ajustando os detalhes.

Muita coisa estranha para nós, separação dos lixos em diversos tipos (diversos mesmos, acho que 16 tipos de separação), descarte de água em área exclusiva para isso, permissão para fazer algumas coisas na pia, outras nas mangueiras disponíveis, outras nos chuveiros abertos e outros nos chuveiros fechados, muuuita coisa para aprender em poucos dias, mas vamos nos acostumando a estas regras.

Já perdi a noção dos dias aqui no campo, só sei que ontem tivemos a abertura oficial do Jamboree, local gigante, palco e telões enormes, tudo bem organizadinho, sentados todos no chão o tempo inteiro para que todos pudessem assistir, mesmo os mais baixinhos.

Na ida nossa tropa foi animada, cantando o tempo todo, dando risada e se divertindo. Ao chegar no local da cerimônia de abertura ficamos razoavelmente próximos ao palco. Chegamos ainda com o Sol nos esquentando (e bota esquentando nisso!!!!!), mas a noite foi caindo e a cerimônia entrou noite adentro, não terminando muito tarde.

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O evento muitos acharam meio morno, meio burocrático mas a emoção de estar ao vivo presente na abertura de um Jamboree Mundial tornou o evento inesquecível, muito marcante. A música tema do evento, cantada ao vivo e entoada por milhares de pessoas, as tropas dos diferentes paises cantando e se divertindo, o desfile das bandeiras e representantes dos mais de 150 paises presentes no evento ficará marcado por todos aqueles que acompanharam.

Já o dia de hoje se iniciou com uma atividade no período da manhã relacionada a sustentabilidade, não só a relacionada à natureza mas também ao social, ao respeito ao próximo. O sol voltou a nos castigar, os jovens participaram de 3 bases no periodo da manhã, cada um sobre um tema diferente como bullying e paz ou respeito entre as pessoas para redução do preconceito e oferencimento de oportunidades para os menos privilegiados.

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O Jamboree está só começando, ainda há muito para rolar, no próximo post trarei notícias sobre algumas outras atividades. Há muita coisa ocorrendo, atividades acontecendo, descreverei uma ou outra para vocês terem uma idéia de leve sobre o que ocorre no Jamboree.

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D Day – Finalmente!!!!!

Incrível a sensação vivida ao participar do primeiro jamboree mundial da vida.

Já na estação de Hiroshima, onde pegamos o trem para Shin Yamaguchi, enquanto esperamos na plataforma passa um trem bala reservado, só com escoteiros em direção ao Jamboree, lotado, provavelmente vindos todos do Ho-Ho que fizeram em alguma cidade próxima. Os jovens do nosso grupo esperando na plataforma não acreditam, todos os 16 vagões cheios com pessoas de várias delegações.

O nosso trem vem logo depois, só 30 minutos de viagem, agora só com alguns escoteiro de alguns paises e a delegação australiana em uma dos vagões.

Chegando na estação de Shin Yamaguchi, nem conseguimos sair direito do trem pois a delegação do Reino Unido estava na plataforma, saindo para o Jamboree, 4 mil integrantes daquele local, sendo 3 mil jovens e mil voluntários para trabalhar, talvez uma das maiores delegações do Jamboree, provenientes do país do fundador deste movimento que traz milhares de pessoas ao Japão.

Para pegar o ônibus uma festa só, gente de todos os paises, muita festa, felicidade no ar. Nesta estação encontramos o resto da nossa tropa, 27 jovens das regiões de Florianópolis e Blumenau, além dos adultos que os acompanham. Juntos, como tropa, vamos em um ônibus inteiro para o local do Jamboree, cerca de meia hora da estação de trem.

Chegando ao local, milhares de outros irmãos escoteiros, de todas partes do mundo, muito já com os campos montados, a maioria como nós chegando naquele momento para passar 10 dias inesquecíveis na vida daqueles que puderam estar aqui.

Tarde dedicada a montar o campo, fazer a janta, nos alojarmos nas barracas e descansar para ter energia suficiente para aproveitar as diversas atividades que constam na programação.

Este post será atualizado em breve com as fotos da chegada e a alegria no rosto de todos.

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Day 6 – Diversão e responsabilidade

Exaustos, esta foi sensação ao acordar após passarmos o Day 6 inteiro na Universal Studios de Osaka. Todos aqueles que já passaram um dia inteiro em um parque de diversões debaixo de um sol de mais de 30 graus sabe do que estou falando.

Cansados mas felizes, felizes por passar o dia brincando, se divertindo, tendo novas sensações nos diversos brinquedos presentes no parque. Para todos lugar que vamos encontramos grupos de escoteiros, neste dia foi a vez de encontramos mais brasileiros e guatemaltecos, dentro da Universal, além de uma alcatéia inteira japonesa na estação de trem.

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Mais uma vez pudemos verificar que o serviço de achados e perdidos neste país realmente funciona. Desta vez foi esquecido um iPhone ao lado da máquina de comprar bilhetes do metrô. Só nos demos conta quando já estávamos em outra linha de trem. Voltamos mais de meia hora depois e o celular já estava guardado na área de achados e perdidos daquela estação.

Apesar da preocupação dos pais e mães no Brasil em deixar os filhos em posse do dinheiro durante a viagem e da possível falta de controle deles, estão se saindo maravilhosamente bem. Desde o início da viagem tenho conversado com eles qual o valor mínimo que precisam ter até pegarmos o vôo de volta ao Brasil mas deixo com que eles gerenciem suas próprias contas, muitos deles pela primeira vez em outra moeda, em outro país, cheio de tentações para gastar, lojinhas e lembrancinhas.

Alguns já gastam pelo caminho, outros são mais conservadores e preferem gastar o que sobrar ao final, cada um ao seu estilo, vão se virando no dia a dia da viagem. O objetivo não é levar ienes de volta ao Brasil entretanto precisam ter dinheiro para comer, dormir e se transportar nos últimos dias, e ainda uma sobra para comprar algumas coisinhas na loja do Jamboree para os interessados. O controle diário tem funcionado e agora, chegando ao final da parte turística, antes de entrarmos no campo do Jamboree, tem sobrado o suficiente para que todos atendam estas necessidades básicas. Alguns que trouxeram dólares para umas comprinhas a escala da volta nos Estados Unidos já ficarão sem fazer compras lá pois resolveram, por conta própria, trocar uma parte dos dólares por ienes e usar no Japão.

Cuidar de suas próprias coisas, inclusive da parte financeira, desde novos é uma das coisas que o escotismo leva para a vida das crianças e jovens que passam pelo movimento.

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Day 5 – Dia do bicho

Animal!!! Este foi um dia bem animal e vocês já entenderão o porque em breve.

Lembrei do projeto Follow Me para bater algumas fotos no day 5.

Para começar o dia, liberamos a parte da manhã da programação inicial para que todos pudessem descansar mais, ficarem livres para passear na região do hostel e em Osaka com mais calma.

Eu, que nunca havia estado em Osaka, a não ser na estação de trem, aproveitei a parte da manhã para turistar um pouco mais e sozinho. Pude então ouvir as explicações históricas sobre cada coisa através dos aparelhinhos de som emprestados, ler as plaquinhas e conhecer e contextualizar melhor as histórias. Gosto de visitar os locais acompanhado mas não me importo em ir sozinho também, no meu ritmo. Visite com isso o castelo de Osaka e, vendo os destinos na linha de metrô, vi que chegava até Nara, local que sempre ouvi falar mas não conhecia, meia hora de Osaka. Coloco algumas fotos destes locais imperdíveis de conhecer para quem gosta de turismo histórico. Nara realmente é incrível, o templo com o Buda gigante é impressionante, na minha opinião comparado a sensação de entrar na catedral de São Pedro no Vaticano ou Mesquisa Azul em Istambul, vale muito a pena.

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Neste passeio o contato com os bichos começou logo cedo, há vários veadinhos soltos no parque de Nara e são bem mansos, convivem com os turistas sem problemas.

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No periodo da tarde combinamos de continuar com nossa programação, dia do Enzo Quadros, muito bem planejado, só surpresas boas pelo caminho.

Fomos ao aquário de Osaka, local incrível, diversidade enorme de peixes presentes nos aquários gigantes, que nos dão a sensação de nadarmos junto aos peixes e outros animais presentes.

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Neste local há um tanque para tocarmos nos tubarões e arraias, local que passamos vários minutos.

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O aquário fica próximo ao porto de Osaka, onde construiram uma área com várias opções de entretenimento, dentre elas uma grande roda gigante que tivemos a oportunidade de conhecer.

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Saindo da roda gigante entramos em uma área tipo shopping center e logo na entrada encontramos um local onde foi possível entrar e estar muito próximo a diversos outros animais. Eu, pessoalmente, fiquei com pena dos animais que estão ali soltos em uma pequena salinha a disposição das pessoas, mas entramos para conhecer e a sensação foi incrível. Desde coelhos, porquinhos da índia, cachoros, gatos, cangurus, tartarugas, capivaras, corujas, lhama (ou alpaca, não sei diferenciá-las), um outro bicho com cara de canguru mas que anda em 4 patas, tudo ali para nós tocarmos e tirarmos foto.

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Mais algumas fotos da série “Touch me” dos animais

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Day 4 – corre, corre, corre, ufa…

Mais um dia de correria, muita caminhada e um pouco de turismo pelo Japão. A cada canto que vamos encontramos escoteiros de algum país, algumas vezes em grupos maiores, outra em pequenos grupos ou mesmo pessoas sozinhas nos passeios.

Só de ver o lenço já há a identificação e começamos a conversar. Só no Day 4 foram argentinos, australianos, ingleses, suecos novamente, italianos, até um escoteiro japonês encontramos que incrivelmente falava inglês razoavelmente bem.

Por falar em falar inglês há de tudo por aqui. A grande maioria dos japoneses fala inglês no mesmo nível que a maioria da população do Brasil, ou seja, praticamente nada. Excluindo uma camada da população que pode pagar um estudo particular de inglês no Brasil, a grande maioria não fala nem português direito, quanto mais inglês. Os japoneses até entendem o escrito pois aprendem na escola mas a pronúncia é péssima ou mesmo nenhuma, então a resposta padrão desta maioria quando perguntamos se falam inglês é um NÃO mas uma palavra ou outra eles entendem. Talvez em uma situação de emergência seja melhor escrever e não falar, as chances serão maiores de ter sucesso na comunicação.

Em nível de fluência no idioma, exceto os nativos como australianos, ingleses e americanos claro, os nórdicos da europa dão show (suecos, dinamarqueses, finlandeses). Nós, brasileiros, estamos ali como os outros grupos, alguns poucos falam relativamente bem e se comunica com o outro grupo e os demais ficam escutando e não se arriscam muito na língua.

Este dia 4 foi um dia de correria, logo pela manhã tivemos que correr para pegar o trem, marcamos as 7 da manhã para sair do hotel e só saimos quase 7:15, tínhamos ainda 30 minuto de transporte por Tóquio pela frente e mais uma estação gigante para achar nossa plataforma, carregando malas em um grupo de 8 jovens e adultos. Essa correria teve consequencias, foram esquecidos no hostel de Toquio alguns itens que serão buscados no dia de embarque de volta ao Brasil e o pior, uma mala foi deixada na plataforma de embarque quando entramos no trem. Chegamos na plataforma com o trem já com as portas abertas, faltando uns 2 minutos para sair, aquela correria e nervosismo presente em todos pois se perdêssemos o trem até poderíamos pegar outro depois sem custo adicional mas seria um tempo extra esperando na estação até o seguinte, muito provavelmente sem conseguirmos sentar juntos como queríamos.

Só nos demos conta da mala esquecida já com o trem em movimento. O que nos acalmou foi a experiência anterior de acharmos uma sacolinha esquecida na estação de trem uns dias antes e reencontrada após 4 horas (leia Day 2), então, já acostumados com a honestidade presente neste país, sabíamos que a mala seria encontrada novamente e estaria disponível em algum local na estação. O problema é que isso implicou para duas pessoas do grupo em várias horas perdidas de passeio pois precisarão voltar para Toquio em viagem de 6 horas (ida e volta) só para buscar a mala, que já foi encontrada.

A correria continuou literalmente, a 300 km/hora, dentro do trem bala, agora todos sentados confortavelmente e comendo algo de café da manhã comprado do carrinho que passa vendendo comida e bebidas pelos trens.

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A programação do passeio do dia também ficou bagunçada pois, com tudo isso, nos atrasamos para sair da estação até localizarmos novamente a mala. Mas tivemos com isso a oportunidade de encontrar outros irmãos escoteiros de outros países. O atraso na programação acho que estressou mais os adultos do nosso grupo que os jovens, acho que devido a expectativa de passear em Kyoto, antiga capital do Japão e local imperdível em uma viagem a este país.

Diferentemente de Tóquio, que é uma cidade enorme e agitada, Kyoto é bem menor, muito turística, vários templos, lojinhas, parques, uma cidade ótima para se conhecer a pé, em vários dias de passeio. Nós só tínhamos algumas horas, agora menos por causa do atraso, então revemos a programação devido ao atraso e priorizamos 2 locais, o pavilhão dourado e a área histórica com um templo nas montanhas.

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Ao final do dia, cansados, pegamos um táxi japonês para voltar à estação de trem. Aqui os táxis tem suas particularidades, além da experiência de andar em um carro com o motorista sentado no banco da direita, as portas do táxi abrem e fecham sozinhas ao carregar e descarregar o passageiro. Mais uma experiência diferente para todos.

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Hoje o dia segue em Osaka, já na expectativa do Jamboree que começa em breve, aproveitando para descansar e repor as energias um pouco mais.

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Day 3 – grupos de interesse

Fui durante muito anos mestre do clã pioneiro e lá naquela seção existem os grupos de interesse, criados para que os envolvidos possam buscar aquilo que tem vontade e ainda assim mantendo sua unidade em atividades da seção.

Neste dia de viagem aplicamos este método, dividimos o grupo em 3, as meninas queriam muito conhecer a Tóquio Disney e passaram o dia se divertindo naquele local. A Bruna ficou responsável pela programação para a Disney e saiu tudo perfeito, muito planejamento e aplicação tranquila, com muito êxito. Eu e os meninos, aproveitando uma ideia da programação do GE Leôes de Blumenau, fomos para Nagoya/Toyota conhecer 2 museus relacionados à Toyota presentes naquele local. O Mauro ficou livre e aproveitou para conhecer uma área budista incrível junto a outros brasileiros que estão pelo Japão.

A visita aos museus da Toyota fora incríveis, o primeiro do dia mostra a evolução do automóvel, desde a réplica do primeiro Benz que foi o primeiro automóvel movido a combustível do mundo (parece uma carroça motorizada na foto), o Ford T (na foto em vermelho) que revolucionou a indústria automobilística tornando o automóvel acessível pela implementação da linha de montagem na fabricação de carros até os carros mais modernos e elétricos, sendo a Toyota umas das pioneiras ao introduzir o Prius ainda na década de 2000.

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O segundo museu nos apresentou a história da Toyota, que surgiu como uma indústria da área têxtil ainda no século XIX, que já introduzia várias inovações na indústrial de teares no Japão e no mundo, tornando os processos mais baratos e eficientes. Após estabilizados na indústria têxtil o filho do fundador visualizou em uma de suas viagens internacionais de negócio o sucesso que a indústria automobilística adquiria nos Estados Unidos e Europa e resolveu criar o automóvel japonês. Para isso importou um automóvel norte americano e o desmontou todinho para entender como funcionava, montando protótipos para reproduzir as funcionalidades até conseguir a reprodução total. Como já conhecia profundamente o funcionamento dos motores e também processos de produção na indústria têxtil, pode usar parte do conhecimento adquirido para montar automóveis com preços mais acessíveis para a população japonesa e depois mundial. Abaixo algumas fotos, primeiro do processo de fiação do algodão e por último o que há de mais moderno, um robô violinista que fez sua apresentação ao vivo.

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Day 2 – novas sensações

Após um day 1 bastante cansativo, resolvemos baixar o ritmo no segundo dia que acabou se tornando um dia de muitas histórias incríveis.

Meu fuso horário já começa a se adaptar legal, consigo dormir até as 6:30 da manhã, ou seja, mesmo horário que acordo no Brasil sem despertador. Como liberamos o pessoal para dormir até mais tarde e recuperar as energias, deu 10:30 da manhã e ainda estavam dormindo. Fomos obrigado neste caso a acordá-los para não perder o dia inteiro na cama. Mesmo assim, devido a esperar para se arrumarem, compras que fizemos na farmácia e outros contratempos só saimos para dar uma volta na cidade ao meio dia.

A este horário já era hora de almoçar então fomos direto para Shinjuku, uma estação de trem gigantesca em Tóquio, acho que a maior da cidade, com diversas linhas de trem e metrô se cruzando, várias entradas e saídas.

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Liberamos o grupo para cada um comer onde preferisse, então uma parte foi comer um hamburguer que estava com uma cara ótima (Restaurante The smile), nós comemos em um chinês chamado Mamafufu (Link), que serviu uma comida deliciosa, bem típica de alguma região da China e que não tem igual no Brasil, um pouco apimentada e muito saborosa, e outra parte foi comer frutos do mar (Oyster bar), melhor caranguejo que já comeu segundo um deles . No nosso caso, do restaurante chinês, pedimos alguns pratos e dividimos entre os 3 que estavam, para experimentar diferentes sabores. Abaixo segue a foto de um dos pratos que pedimos.

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Falando em comida, neste dia o almoço foi somente a primeira etapa da nossa aventura gastronômica, depois conto o resto.

A tarde fomos conhecer uma loja gigantesca de eletrônicos, fotos e tudo mais que possa imaginar ali nas proximidades. Para se ter uma ideia, só a parte de fotografia haviam diversos andares, invadindo também 2 andares de um prédio vizinho. Um andar só dedicado à cameras e lentes profissionais. Se contar o prédio vizinho, são uns 9 andares de loja, cada andar dedicado a um ou mais temas específicos. Em um deles pudemos até nos deliciar com umas cadeiras de massagem em que passamos quase meia hora relaxando, com a supervisão dos funcionários da loja que nos ajudaram a ligar as cadeiras.

Acho que ficamos fácil umas 3 horas dentro desta loja, experimentando os mais diversos produtos, verificando as tecnologias mais atuais no mundo moderno. Os preços não eram dos melhores, mesmo comprando como estrangeiro no esquema Tax-Free, que baixa o valor em até 10% pelo não pagamento de impostos por turistas, não nos animamos a comprar, inclusive alguns produtos eram até mais caros que o Brasil como a lente de câmera profissional que buscávamos.

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Saindo desta loja onde passamos horas e horas sem comprar praticamente nada fomos para uma loja de roupas, a Uniqlo, com várias roupas boas e preços baixos, mais 5 andares de loja. Nesta loja aí sim a carteira se abriu e vários do grupo compraram roupas, com qualidade melhor que as brasileiras e preços mais baixos.

Enquanto alguns compravam, eu, junto com outros que não estavam a fim de comprar roupas, subimos no mesmo prédio mais alguns andares e encontramos um restaurante tipo Izakaya, onde são servidas pequenas porções das mais variadas e bebidas. Neste restaurante pedimos mesa para 8 pessoas e nos colocaram em uma salinha reservada com direito a usá-la por 2 horas. Depois notei que haviam dois tipos de local neste restaurante, em salas semi fechadas ou no balcão, onde as pessoas pedem diretamente ao cozinheiro sua comida.

O diferente no Japão é que as pessoas fumam muito e mesmo dentro deste restaurante é permitido fumar. As paredes desta sala reservada chegavam quase ao teto,deixando uns 15 cm livres entre a divisória e o teto, havendo um sistema potente de exaustão de ar, mesmo que alguém fume na sala ao lado o cheiro e fumaça não chegam a incomodar.

Os itens do menu eram muito diferentes então resolvemos experimentar diversas coisas, como oportunidade única que acho que teremos nesta viagem, até porque não teremos dinheiro nesta viagem para outro dia gastronômico como este.

Só para terem uma noção do que experimentamos, comemos sashimi de carne de cavalo, de baleia (com um certo peso na consciência por não saber como essa carne chegou a nosso prato), lula grelhada inteira, filhote de lula temperada crua, espetinhos diversos, além claro de umas porções mais normais. Cada porção dessa saiu por uns 20 a 40 reais, umas maiores e outros menores, sempre compartilhando entre aqueles que queriam provar. Ao final a conta saiu salgada mas as sensações ao comer foram das mais variadas.

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Ao deixar o restaurante uma pessoa do nosso grupo queria ir ao Hard Rock de Tóquio, então pegamos o metrô e fomos ainda todos lá comer e beber mais um pouco e conhecer outra parte de Tóquio, Roppongi, próximo à Torre de Tóquio, uma versão japonesa da Torre Eiffel. Lá encontramos ainda diversos escoteiros, inclusive um grupo do Brasil com gente do Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. Nas ruas muitos turistas ocidentais por ser uma região com muitos bares e restaurantes, agitada vida noturna.

Hard Rock é estilo Hard Rock para quem já esteve em um, muita coisa interessante pendurada pelas paredes de grandes cantores e grupos de música, principalmente Rock’n’roll, comida muito boa e cara, atendimento legal, estilo estas redes internacionais como T.G.I. Fridays e Outback. A grande sacada do Hard Rock é personalizar os souveniers dos restaurantes em cada local que tem um, desta forma as pessoas buscam este local para guardar de lembrança que já estava no Hard Rock de tal lugar e assim ir “fechando a coleção”.

Terminada a jornada do dia, uma das histórias mais interessantes que já presenciei. Sempre ouvimos falar da segurança do Japão, da honestidade das pessoas mas só quando vivemos isso é que nos damos conta sobre como isso é diferente de nosso país.

A Mica, quando fomos pegar o metrô para ir ao Hard Rock, deixou sua sacola com uma compra que tinha feito, com um dos jovens e na confusão de comprar o passe o metrô esta sacola ficou abandonada em algum lugar próximo à máquina de comprar a passagem. Ela só se deu conta desta falta quando estávamos no Hard Rock nos preparando para voltar para o hostel.

Como já estava tarde, mandamos todos para o hostel para se preparar para dormir e fui com a Mica à estação ver se haviam encontrado algo. Após muitos gestos para tentar explicar para o guardinha da estação sobre a sacola esquecida surgiu uma boa alma que falava inglês e nos ajudou a explicar o que queríamos. Rádio vai, rádio vem entre os seguranças, eis que nos dizem que foi achada uma sacola com as mesmas características que descrevemos e que estava na outra entrada da estação, onde fica um segurança próximo à catraca. Este rapaz que nos ajudou na tradução nos acompanhou até lá, nos ajudou novamente a explicar o ocorrido e a sacola foi devolvida, com o produto dentro e muita alegria da Mica que já dava como perdida a compra pois esta sacola havia ficado em qualquer lugar próximo à máquina de comprar o passe de metrô e não sabamos como chegou às mãos dos seguranças.

Além desta história incrível houveram duas outras no mesmo dia que diferenciam bem este país do nosso em termos de segurança. Na Uniqlo um dos jovens do nosso grupo esqueceu a mochila com todo seu dinheiro da viagem e passaporte em um local enquanto escolhia as roupas. Já quando estava em outro andar, passados vários minutos, lembrou-se da mochila e voltou para buscá-la no mesmo local onde havia esquecido, e ela ali estava, com tudo dentro e sem ninguém tocar.

A terceira história ocorreu comigo também hoje. Fui conversar com a dona do hostel sobre o valor a ser pago por todos pois segundo da regra deveríamos ter pago todas as diárias no checkin mas por desencontro de horários ainda não havíamos pago. Ao procurar a dona para confirmar o valor, ela pediu para que eu calculasse certo e pagasse o que devia para ela, pois ela não sabia muito bem o valor a ser pago.

Eu mesmo fiz as contas, recolhi o dinheiro de cada um e a paguei, que recebeu o dinheiro e confiou totalmente na minha palavra que estava tudo certo. Não sei se este tipo de compartamento daria certo no Brasil pois muitos iriam se aproveitar desta senhora.

Infelizmente me dou conta que aqui no Japão as coisas funcionam na confiança e na honestidade enquanto no Brasil a regra é desconfiar primeiro para só depois de algum tempo de convivência adquirir a confiança que o outro é honesto.

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Day 1 – anda, anda, anda, ufa…

Primeiro dia inteiro no Japão, calor de mais de 30 graus, vontade de conhecer o país inteiro em poucas horas.

O primeiro dia da viagem ficou a cargo da Camila e eu ao final do dia.

Saímos cedo do hostel para tomar café da manhã em uma padaria próxima. Mas padaria no Japão? Como é isso? Sim, existe padaria no Japão, os pães, a maioria já com recheio, ficam expostos em uma prateleira e passamos com uma bandeja pegando para ao final passar no caixa e pagar. Bem normal e sem nenhum segredo. Os pães são diferentes, bem macios, café é aguado, estilo americano, mas há sucos e iogurte também, além do expresso que é mais parecido com nosso café do Brasil para aqueles que preferem. Como haviam dezenas de opção e todas diferentes, cada um acabou escolhendo o seu.

Em seguida pegamos o trem que fica circulando na região central, fomos de Takadanobaba, onde estamos, até Ueno. Veja abaixo a estação que estamos, super bem localizada.

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Ueno é um parque na região central de Tóquio, onde estão localizados diversos museus, não só os que fomos mas outros também.

Na programação que a Camila preparou para nós a primeira parada era o Museu Nacional, construção imponente no parque. Veja na foto abaixo nossa guia com o museu ao fundo.

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Infelizmente ao chegar à portaria o museu estava fechado, e olha que tanto eu quanto ela conferimos no site antes de irmos. Mas tudo bem, ela tinha na programação o museu nacional de ciências e foram uns 9 andares de salas e mais salas, diversas exposições, desde animais empalhados, diversos instrumentos, objetos, muuuuita coisa que em poucas horas é impossível visitar e conhecer. Além disso não havia legendas em inglês nas exposições o que nos limitou muito a entender para que serviam algumas coisas. Uma das partes em que gastamos maior tempo foi na ala mais interativa do museu. Além disso vimos um filme em tela de 360 graus, vale muito a pena. Vimos um outro filme mas achei no youtube uma filmagem interna (que era proibido filmar e tirar fotos) para terem uma ideia, mas só estando lá para sentir (veja aqui).

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Na parte da tarde após o almoço no Mac fomos para o Zoo mas neste meio tempo começamos a encontrar diversos escoteiros, em diversos grupos ou mesmo sozinhos, todos dos paises do norte da Europa, Suécia, Dinamarca, Finlândia. Engraçado que não encontramos ninguém de outros paises, exceto uns poucos brasileiros ao final do dia. O Mauro e Bruna principalmente que tem o inglês melhor, ficaram mais a vontade enquanto os demais também conversaram um pouco.

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No Zoológico só ficamos nos animais mais diferentes, como o urso panda que é o astro principal da casa, com direito a vários bichinhos de pelúcia vendendo, placas e pandas em tamanho gigante para tirarmos fotos. Também adoramos o urso polar. O calor estava intenso então resolvemos nos limitar a poucos animais e passar o tempo com estes. Havia até uma jaula com capivaras mas neste caso nem chegamos a ir até o local pois capivaras em Balneário e Itajaí vemos a todo momento e não seria preciso ir até o Japão para ver uma no zoológico.

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A parte da Camila terminou no Zoo e dali eu os levei ao tempo Senso-ji em Asakusa, de metro foram algumas poucas estações. Este é um dos tempos mais famosos de Tóquio, gigante, com dezenas de lojinhas ao redor vendendo lembrancinhas. Foi nosso primeiro templo da viagem e com certeza não será o último. Mais um monte de escoteiros dos paises do norte da Europa no local, muito calor e muitas compras.

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Já exaustos terminamos o dia na torre da prefeitura de tóquio, para ter uma vista de cima da cidade. Voltamos para o hostel mortos de cansaço, compramos uns lanches na loja de conveniência e dormiram todos que nem pedra.

Hoje resolvemos liberar a programação do dia, alguns descansarão, outros irão passear, sem muito compromisso com hora. Dia de passear no mercado, em lojinhas, em conhecer o dia a dia e fazer programas menos turísticos.

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Comunicação moderna – para pensar somente

Lembro quando meu pai morou no Japão por alguns anos quando eu era criança como era difícil a comunicação, isso foi no final dos anos 80, início dos 90, todo final de semana escrevíamos uma carta para contar nossa semana e segunda feira a carta era postada. Depois de uma semana meu pai recebia e respondia, levando mais uma semana para recebermos as respostas. Era lento mas tínhamos que parar para escrever, era um blog das antigas, com textos mais longos, narrativas que ocupavam no mínimo uma página e no máximo duas, pois tínhamos uma folha frente e verso para escrever.

Viajando para o Japão agora, 25 anos depois, tudo mudou com a chegada da internet. Trouxe muitas vantagens, também mudou a forma com que lemos e lidamos com a informação.

Quantas pessoas hoje em dia leem um livro de mais de 500 páginas, ou mesmo de 150? Naquela época acho que também não eram muitos que liam, mas tenho a impressão que agora são menos ainda. Eu mesmo passava horas lendo diariamente e rotineiramente a Folha de São Paulo, jornal que meus pais assinavam e aos domingos traziam aqueles cadernos especiais de reportagens de páginas e mais páginas. No voo entre São Paulo e Chicago peguei um jornal Estado de São Paulo para ler. Reportagens de mais de um certo tamanho já tenho pouca paciência para percorrer, além disso são poucas os artigos de jornal longos, todos agora são no formato internet, curtos, linguagem simples, mais fáceis de ler, ou seja, como rotulou um autor que li certa vez, a McDonaldização da vida, ou talvez agora a “Twitização” ou “Whatsapp”, rápido, simples, direto. Mudou tanto que os livros mais vendidos em 2015 não têm uma só palavra escrita em seu interior, só desenhos para adultos colorirem. Talvez mesmo antes da internet os primeiros a usarem este formato foram os programas de humor, lá com os Trapalhões, Chico Anysio e Jô Soares (na época que ele era comediante) que trago da memória. Agora este formato no Youtube se encaixou direitinho.

Não temos mais longos e sofridos livros de casamento em nossas vidas mas pequenos contos e muito dinâmicos, a relação trabalho empresa não faz mais parte de uma longa enciclopédia mas construimos pequenos fascículos que são agregados para formar o todo, tanto pelo lado da empresa quanto do funcionário.

Essa nova forma de comunicar também nos faz ficar sempre online, onde quer que estejamos, compartilhamos fotos, mandamos comentários, estamos 100% do tempo acessíveis e “acessados”. As histórias são contadas online, “Big brotherização”, minuto a minuto, local a local. Saudosamente alguns criticam isto, mas a grande maioria já adquiriu este hábito, inclusive eu em maior ou menor grau, este blog é um exemplo disso, expomos parte de nossa vida para um público não conhecido, que pode estar em qualquer lugar do mundo. Do outro lado os consumidores desta informação como pais e mães, parentes, amigos, aguardam ansiosamente notícias para que possam ficar tranquilos.

Nestes 25 anos as transformações foram muitas, não há certo ou errado, extremos como o isolamento ou exagero não vejo como saudáveis, mas mesmo estes termos são relativos, o que é exagero para mim pode não ser o mesmo para a outra pessoa, então sigamos nossa vida buscando sempre algum equilíbrio aceito pela sociedade naquela época vivida.

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Day 0,5

Este post surgiu graças a diferença no fuso horário entre o Brasil e Japão e a falta de sono às 3 da manhã após dormir somente 4 horas na noite, mesmo depois de duas noites praticamente sem dormir.

Nosso hostel é um exemplo de como o Japão convive com o moderno e o antigo numa boa, mantendo muito do tradicional e incorporando a alta tecnologia em outros aspectos. Antes de descrever nosso lar por 4 noites em Tóquio, venho mais uma vez agradecer essa tal de internet que nos permitiu encontrar um local bem próximo a Shinjuku, um dos pontos centrais de Tóquio, por um preço razoável (3.500 Ienes por pessoa, ou aproximadamente R$ 90)  http://www.tamaryokan.com/

O hostel é muito muito simples, parece mais a casa de uma família em que os filhos saíram de casa após crescerem e os pais resolveram alugar os quartos para uns estrangeiros. Até o momento encontrei só a dona, que é japonesa e fala inglês bem, mas o marido dela chama-se Michael e imagino que seja um americano ou inglês que viu esta oportunidade de ganhar um trocado hospedando estrangeiros que visitam o Japão, buscando experimentar o estilo de vida tipicamente japonês.

Seguem abaixo algumas fotos tiradas as 3 da madrugada, só de alguns locais, para não acordar ninguém.

Banheiro

Chinelo na porta da entrada do banheiro, para que as pessoas não entrem com seus chinelos no banheiro e levem sujeiras para o resto da casa após o uso. Notem que eles ficam posicionados prontos para serem usados por quem chega, que “estaciona” seu chinelo na porta virado para fora. A própria dona ao nos apresentar o hostel explicou que saberemos se há algum usando o banheiro se houver um chinelo do lado de fora.

Mictório

O mesmo se passa no mictório, local bastante comum nas casas do Japão para que os homens usem o local apropriado para mijar e não sujem o vaso sanitário. Até mesmo nas casas particulares se encontram mictórios em salinhas separadas do vaso sanitário, lembro que na casa dos meus parentes em Hiroshima também era assim. Claro que se for em um apartmento minúsculo em que a maioria dos japoneses vivem isso não é uma realidade para eles.

Assento do vaso sanitário

Já apresentado em várias reportagens que mostram o Japão, o assento do vaso sanitário é uma coisa a parte no banheiro japonês. Quem vem aqui precisa experimentar esta maravilha da tecnologia hehehe. Exceto o fato que todas as instruções estão escritas em japonês e as figuras não são tão auto explicativas, há que se provar para ver como funciona. No Brasil não temos o costume de usar bidê ou mangueirinha, exceto em algumas casas e por algumas pessoas, mas aqui no Japão é algo bem comum e que todos usam.

Corredor e chinelinhos na entrada do quarto

Esta é a porta de entrada do quarto dos meninos, nela o Mauro, o Enzo e o Toroz dormiam no momento desta foto. Notem que todos chinelinhos estão virados para facilitar a vida de quem sai do quarto, para vestí-los imediamente.

Dormitórios

Esta é uma foto do quarto de dormir tirada ontem quando chegamos ao hostel, no chão estão os futons usados como colchão na hora de dormir em cima dos tatames de palha,  e a Camila falando com o pessoal do Brasil ao celular. Os cabides na parede são para pendurar as toalhas após o banho. As malas ficaram todas no andar inferior pois são muito pesadas e podem danificar o tatame. As paredes são tipo divisória entretanto as portas e janelas são de madeira e papel, bem delicadas e a dona, durante sua explicação inicial, insistiu para tomarmos muito cuidado para não rasgar este papel ou o tatame.

Após nos acomodarmos no hostel e tomar um belo banho após uma longa viagem, saimos para comer algo aqui na redondezas. Como estamos próximos à área central da cidade o que não faltam aqui são opções para comer ou se divertir.

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Enquanto alguns terminavam de tomar banho outros já deram uma volta rápida pela rua ao redor do hotel e acharam um prédio com várias opções. Alias isso é outra característica local, muitos dos restaurantes, bares e diversão localizam-se em prédios onde é necessário pegar elevador para chegar ao local. Escolhemos um dos prédios e pegamos o elevador. Em um dos andares havia uma escola de golfe, quando o elevador abriu a porta pude ver as pessoas treinando suas tacadas em alvos na parede (imagina que isso ocorre dentre de um prédio comercial de tamanho médio, nada muito grande). No outro andar um nível lotado de máquininhas de diversão, tipo de shopping no Brasil, mas com o andar inteiro ocupado por elas. Como no Japão há restrição de idade e horário para frequentar estes locais, descemos neste andar, demos uma olhada de 5 minutos e seguimos.

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Como alguns não haviam comido direito no avião por estranhar os gostos e sabores, pediram para que comêssemos algo familiar e achamos no nono andar uma área com vários restaurantes, dentre eles um italiano com pizza, macarrão, salada e coisas do tipo.

Foi este que escolhemos, restaurane com comida boa e honesta, ótimo para comer após uma longa viagem e com a cama, ou melhor, o tatame nos esperando.

Mas aqui vai outro fato que creio iremos encontrar várias outras vezes em nossa viagem, ninguém no restaurante falava inglês. O que no ajudou é que o menu estava escrito em inglês então por fotos e mímicas nos comunicamos. Tadinho do rapaz que nos atendeu, suando, nervoso, tentando fazer o máximo para nos atender mesmo sem falarmos a mesma língua. Ao final quase tudo deu certo, exceto por um spaguetti pedido por 3 pessoas da nossa mesa que, guiadas por uma foto pequena ao lado da foto maior do menu e com preço um pouco mais alto, acharam que aquilo era a porção grande e quando chegou a conta o valor era bem maior. A foto pequena com um preço 60 ienes mais caro era de uma porção de spaguetti com ovo, e na mesma página, escrito somente em japonês, estava escrito que a porção grande era uns 970 ienes e não 580 como pensamos. Mas tudo bem, entendido o problema pagamos e fomos embora. No Japão se bebe água da torneira então nos restaurantes é comum encontrar água de graça, exceto se pedir água mineral.

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Tentarei agora dormir mais um pouco pois amanhã é dia da programação da Camila e o dia promete muita coisa boa.

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