Day 0,5

Este post surgiu graças a diferença no fuso horário entre o Brasil e Japão e a falta de sono às 3 da manhã após dormir somente 4 horas na noite, mesmo depois de duas noites praticamente sem dormir.

Nosso hostel é um exemplo de como o Japão convive com o moderno e o antigo numa boa, mantendo muito do tradicional e incorporando a alta tecnologia em outros aspectos. Antes de descrever nosso lar por 4 noites em Tóquio, venho mais uma vez agradecer essa tal de internet que nos permitiu encontrar um local bem próximo a Shinjuku, um dos pontos centrais de Tóquio, por um preço razoável (3.500 Ienes por pessoa, ou aproximadamente R$ 90)  http://www.tamaryokan.com/

O hostel é muito muito simples, parece mais a casa de uma família em que os filhos saíram de casa após crescerem e os pais resolveram alugar os quartos para uns estrangeiros. Até o momento encontrei só a dona, que é japonesa e fala inglês bem, mas o marido dela chama-se Michael e imagino que seja um americano ou inglês que viu esta oportunidade de ganhar um trocado hospedando estrangeiros que visitam o Japão, buscando experimentar o estilo de vida tipicamente japonês.

Seguem abaixo algumas fotos tiradas as 3 da madrugada, só de alguns locais, para não acordar ninguém.

Banheiro

Chinelo na porta da entrada do banheiro, para que as pessoas não entrem com seus chinelos no banheiro e levem sujeiras para o resto da casa após o uso. Notem que eles ficam posicionados prontos para serem usados por quem chega, que “estaciona” seu chinelo na porta virado para fora. A própria dona ao nos apresentar o hostel explicou que saberemos se há algum usando o banheiro se houver um chinelo do lado de fora.

Mictório

O mesmo se passa no mictório, local bastante comum nas casas do Japão para que os homens usem o local apropriado para mijar e não sujem o vaso sanitário. Até mesmo nas casas particulares se encontram mictórios em salinhas separadas do vaso sanitário, lembro que na casa dos meus parentes em Hiroshima também era assim. Claro que se for em um apartmento minúsculo em que a maioria dos japoneses vivem isso não é uma realidade para eles.

Assento do vaso sanitário

Já apresentado em várias reportagens que mostram o Japão, o assento do vaso sanitário é uma coisa a parte no banheiro japonês. Quem vem aqui precisa experimentar esta maravilha da tecnologia hehehe. Exceto o fato que todas as instruções estão escritas em japonês e as figuras não são tão auto explicativas, há que se provar para ver como funciona. No Brasil não temos o costume de usar bidê ou mangueirinha, exceto em algumas casas e por algumas pessoas, mas aqui no Japão é algo bem comum e que todos usam.

Corredor e chinelinhos na entrada do quarto

Esta é a porta de entrada do quarto dos meninos, nela o Mauro, o Enzo e o Toroz dormiam no momento desta foto. Notem que todos chinelinhos estão virados para facilitar a vida de quem sai do quarto, para vestí-los imediamente.

Dormitórios

Esta é uma foto do quarto de dormir tirada ontem quando chegamos ao hostel, no chão estão os futons usados como colchão na hora de dormir em cima dos tatames de palha,  e a Camila falando com o pessoal do Brasil ao celular. Os cabides na parede são para pendurar as toalhas após o banho. As malas ficaram todas no andar inferior pois são muito pesadas e podem danificar o tatame. As paredes são tipo divisória entretanto as portas e janelas são de madeira e papel, bem delicadas e a dona, durante sua explicação inicial, insistiu para tomarmos muito cuidado para não rasgar este papel ou o tatame.

Após nos acomodarmos no hostel e tomar um belo banho após uma longa viagem, saimos para comer algo aqui na redondezas. Como estamos próximos à área central da cidade o que não faltam aqui são opções para comer ou se divertir.

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Enquanto alguns terminavam de tomar banho outros já deram uma volta rápida pela rua ao redor do hotel e acharam um prédio com várias opções. Alias isso é outra característica local, muitos dos restaurantes, bares e diversão localizam-se em prédios onde é necessário pegar elevador para chegar ao local. Escolhemos um dos prédios e pegamos o elevador. Em um dos andares havia uma escola de golfe, quando o elevador abriu a porta pude ver as pessoas treinando suas tacadas em alvos na parede (imagina que isso ocorre dentre de um prédio comercial de tamanho médio, nada muito grande). No outro andar um nível lotado de máquininhas de diversão, tipo de shopping no Brasil, mas com o andar inteiro ocupado por elas. Como no Japão há restrição de idade e horário para frequentar estes locais, descemos neste andar, demos uma olhada de 5 minutos e seguimos.

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Como alguns não haviam comido direito no avião por estranhar os gostos e sabores, pediram para que comêssemos algo familiar e achamos no nono andar uma área com vários restaurantes, dentre eles um italiano com pizza, macarrão, salada e coisas do tipo.

Foi este que escolhemos, restaurane com comida boa e honesta, ótimo para comer após uma longa viagem e com a cama, ou melhor, o tatame nos esperando.

Mas aqui vai outro fato que creio iremos encontrar várias outras vezes em nossa viagem, ninguém no restaurante falava inglês. O que no ajudou é que o menu estava escrito em inglês então por fotos e mímicas nos comunicamos. Tadinho do rapaz que nos atendeu, suando, nervoso, tentando fazer o máximo para nos atender mesmo sem falarmos a mesma língua. Ao final quase tudo deu certo, exceto por um spaguetti pedido por 3 pessoas da nossa mesa que, guiadas por uma foto pequena ao lado da foto maior do menu e com preço um pouco mais alto, acharam que aquilo era a porção grande e quando chegou a conta o valor era bem maior. A foto pequena com um preço 60 ienes mais caro era de uma porção de spaguetti com ovo, e na mesma página, escrito somente em japonês, estava escrito que a porção grande era uns 970 ienes e não 580 como pensamos. Mas tudo bem, entendido o problema pagamos e fomos embora. No Japão se bebe água da torneira então nos restaurantes é comum encontrar água de graça, exceto se pedir água mineral.

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Tentarei agora dormir mais um pouco pois amanhã é dia da programação da Camila e o dia promete muita coisa boa.

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Uma opinião sobre “Day 0,5

  1. Patricia

    Obrigada por compartilhar tudo isso conosco Fábio.

    Curtir

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