Dia 0 – a viagem

Partimos do aeroporto de Navegantes no sábado, voo as 15:00, despedidas, famílias todas presentes, papais e principalmente mamães com cara de choro, excitação no ar para a maioria que embarcava em sua primeira viagem internacional.

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Uma horinha depois estávamos em Guarulhos de onde partiria nosso voo internacional com destino a Chicago. Ainda bem que nossa bagagem já foi direito de Navegantes para Chicago, só saímos do terminal nacional, pegamos o ônibus circular para o terminal novo que fizeram para a copa do mundo e embarcamos para os Estados Unidos.

Período de férias, aeroporto lotado, um monte de escoteiros embarcando para o Jamboree, passando por diferentes países, mas todos com um mesmo destino, estar no dia 28 de julho na abertura do Jamboree no Japão. Nós, de lenço, vamos identificando outros e o papo começa a rolar ao identificar outro irmão escoteiro. No nosso voo só 3 de Pelotas que pegaram o mesmo trecho.

No checkin nos identificam como escoteiros e já puxam papo pois foram centenas passando por aquele aeroporto nos últimos dias. No embarque, um ex-escoteiro, atualmente funcionário da área de embarque, vem nos cumprimentar com a mão direita, feliz por reencontrar outros irmãos escoteiros.

No avião para Chicago da United Airlines a língua padrão é o inglês, os comissários e pilotos são americanos e só alguns falam português. Já começamos a entrar no clima internacional antes mesmo de levantar voo.

O voo para os Estados Unidos vai tranquilo, apesar do aperto da classe econômica e dificuldade de dormir da maioria. Ainda bem que haviam vários filmes disponíveis em português que facilitou o pessoal a matar o tempo durante a viagem. O jantar servido foi razoável, entretanto o café da manhã, ou melhor, o croissant servido com geleia de goiabada foi péssimo, até os snacks da Azul nos voos do Brasil são melhores.

Chegando nos Estados Unidos, volta aquela excitação, passar pela famosa imigração americana, será que vão me fazer muitas perguntas? E se me perguntarem rápido e eu não entender nada o que falarem? E se me mandarem de volta ao Brasil? A viagem não pode terminar neste primeiro trecho depois de toda a preparação que tivemos.

Mas ao final foi tranquilo, os funcionários já conhecem as dificuldades daqueles que chegam, o funcionário que passei, junto à Camila e Enzo Quadros, era latino pela cara e pelo nome no crachá, quando um dos jovens que estava comigo não entendeu bem e falou em português o funcionário entendeu na hora o que estava falando em português.

Passada esta parte, finalmente estávamos em solo americano. De um terminal ao outro em um trenzinho já olhamos os carros gigantes tipo americano, a pessoas locais todas altos, algumas bem obesas, típico daquela sociedade. Passamos 5 horas nesta escala mas o máximo que fizemos em solo americano foi sair na calçada onde desembarcam os passageiros, tomamos um sol do verão americano, vimos um monte de carros diferente e embarcamos para o Japão, sem antes alguns tomarem um café no Starbucks, um café da manhã no McDonalds (pão, ovo e bacon com cherry coke(eca!!)), um croissant estilo americano (gigante, recheado e banhado em óleo) e eu fui em um café da manhã típico americano mas versão light, só torrada, ovos mexidos, batata cheia de óleo, sem bacon, carne ou cogumelo. Já começamos a sentir as mudanças pois os gostos e temperos são diferentes e nem todos curtiram.

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Embarcamos então para o Japão em avião da empresa aérea ANA, considerada uma das melhores companhias aéreas do mundo, e realmente foi um nível de serviço totalmente diferente da primeira parte da viagem, desta vez a comida estava ótima, salmão grelhado, prato frio e quente, sopa, bebidas a vontade, incluindo vinho, sorvete Hagen das e frutas de sobremesa.

Sentei longe do pessoal, não pude explicar para os jovens que havia um molho para colocar no macarrão assim como uma alga, e a soja que veio com a casca era para comer só a semente e deixar a casca no pratinho. Alguns observaram os vizinhos e seguiram a receita, outros aprenderam na prática, sendo que um precisou cuspir disfarçadamente a casca da soja que já estava sendo mastigada, mas tudo isso faz parte, são histórias para lembrar e contar.

Coisa básica que deveríamos ver em todos os voos, os banheiros ao final de 13 horas de voo continuavam incrivelmente limpos, infelizmente bem diferente dos banheiros nos voos internacionais de longa distância entrando e saindo de nosso país. Colocarei um post depois sobre como eles mantem limpo, desde o banheiro do avião até o estádio de futebol como vimos na copa do mundo, sem precisar de uma empregada ou faxineira para terceirizar o trabalho.

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Chegamos no Japão e quando abre a porta, parece calor da Bahia, carregando malas e cansados, não foi fácil chegar no hostel, pequenininho, casa antiga, dormindo no tatame, sem colchões, só futons, estilo japonês. Da nossa primeira noite no Japão e o primeiro dia de passeio postarei depois.

Este negócio de fuso horário é bem louco, saímos do Brasil a noite, viajamos umas 10 horas para chegar em Chicago as 6 da manhã horário local, 8 da manhã do Brasil, até aí tudo bem, diferença de 2 horas no fuso e viagem à noite.

Agora de Chicago para Tóquio partimos as 11:30 da manhã e chegamos no Japão ao meio dia do dia seguinte, durante todo o voo tivemos a companhia do Sol a todo momento, não escureceu nenhuma hora, mas as cortininhas das janelas são fechadas para que as pessoas possam dormir, ou pelo menos tentar. O avião fica no ar por quase 13 horas, no relógio são quase 25 horas e o Sol sempre nos iluminando. Em compensação na volta sairemos do Japão e chegaremos nos Estados Unidos uma hora antes da nossa saída no Japão.

Levaremos, no relógio, nas horas locais, 2 dias para chegar e levaremos 12 horas para voltar. Lembrei da história clássica do Superman quando ele voa muito rápido no sentido inverso do horário e volta no tempo para salvar sua amada Lois Lane.

Para passar o tempo no avião escrevi algumas outras coisas que postarei neste blog entre um dia e outro de contação de histórias.

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2 opiniões sobre “Dia 0 – a viagem

  1. Ana Lucia

    Show de bola galera, curtam muito!!!
    Como disse a Cris, vocês estão levando um pouco de cada um de nós!
    SAPS

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  2. Patricia

    Estou adorando acompanhar isso tudo Fabio. Passar por tudo que vc descreveu e ainda conseguir tempo para dedicar-se ao blog… Você é realmente uma pessoa incrível!!! Deus acompanhe vocês. Grande abraço a todos.

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