Day 2 – novas sensações

Após um day 1 bastante cansativo, resolvemos baixar o ritmo no segundo dia que acabou se tornando um dia de muitas histórias incríveis.

Meu fuso horário já começa a se adaptar legal, consigo dormir até as 6:30 da manhã, ou seja, mesmo horário que acordo no Brasil sem despertador. Como liberamos o pessoal para dormir até mais tarde e recuperar as energias, deu 10:30 da manhã e ainda estavam dormindo. Fomos obrigado neste caso a acordá-los para não perder o dia inteiro na cama. Mesmo assim, devido a esperar para se arrumarem, compras que fizemos na farmácia e outros contratempos só saimos para dar uma volta na cidade ao meio dia.

A este horário já era hora de almoçar então fomos direto para Shinjuku, uma estação de trem gigantesca em Tóquio, acho que a maior da cidade, com diversas linhas de trem e metrô se cruzando, várias entradas e saídas.

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Liberamos o grupo para cada um comer onde preferisse, então uma parte foi comer um hamburguer que estava com uma cara ótima (Restaurante The smile), nós comemos em um chinês chamado Mamafufu (Link), que serviu uma comida deliciosa, bem típica de alguma região da China e que não tem igual no Brasil, um pouco apimentada e muito saborosa, e outra parte foi comer frutos do mar (Oyster bar), melhor caranguejo que já comeu segundo um deles . No nosso caso, do restaurante chinês, pedimos alguns pratos e dividimos entre os 3 que estavam, para experimentar diferentes sabores. Abaixo segue a foto de um dos pratos que pedimos.

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Falando em comida, neste dia o almoço foi somente a primeira etapa da nossa aventura gastronômica, depois conto o resto.

A tarde fomos conhecer uma loja gigantesca de eletrônicos, fotos e tudo mais que possa imaginar ali nas proximidades. Para se ter uma ideia, só a parte de fotografia haviam diversos andares, invadindo também 2 andares de um prédio vizinho. Um andar só dedicado à cameras e lentes profissionais. Se contar o prédio vizinho, são uns 9 andares de loja, cada andar dedicado a um ou mais temas específicos. Em um deles pudemos até nos deliciar com umas cadeiras de massagem em que passamos quase meia hora relaxando, com a supervisão dos funcionários da loja que nos ajudaram a ligar as cadeiras.

Acho que ficamos fácil umas 3 horas dentro desta loja, experimentando os mais diversos produtos, verificando as tecnologias mais atuais no mundo moderno. Os preços não eram dos melhores, mesmo comprando como estrangeiro no esquema Tax-Free, que baixa o valor em até 10% pelo não pagamento de impostos por turistas, não nos animamos a comprar, inclusive alguns produtos eram até mais caros que o Brasil como a lente de câmera profissional que buscávamos.

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Saindo desta loja onde passamos horas e horas sem comprar praticamente nada fomos para uma loja de roupas, a Uniqlo, com várias roupas boas e preços baixos, mais 5 andares de loja. Nesta loja aí sim a carteira se abriu e vários do grupo compraram roupas, com qualidade melhor que as brasileiras e preços mais baixos.

Enquanto alguns compravam, eu, junto com outros que não estavam a fim de comprar roupas, subimos no mesmo prédio mais alguns andares e encontramos um restaurante tipo Izakaya, onde são servidas pequenas porções das mais variadas e bebidas. Neste restaurante pedimos mesa para 8 pessoas e nos colocaram em uma salinha reservada com direito a usá-la por 2 horas. Depois notei que haviam dois tipos de local neste restaurante, em salas semi fechadas ou no balcão, onde as pessoas pedem diretamente ao cozinheiro sua comida.

O diferente no Japão é que as pessoas fumam muito e mesmo dentro deste restaurante é permitido fumar. As paredes desta sala reservada chegavam quase ao teto,deixando uns 15 cm livres entre a divisória e o teto, havendo um sistema potente de exaustão de ar, mesmo que alguém fume na sala ao lado o cheiro e fumaça não chegam a incomodar.

Os itens do menu eram muito diferentes então resolvemos experimentar diversas coisas, como oportunidade única que acho que teremos nesta viagem, até porque não teremos dinheiro nesta viagem para outro dia gastronômico como este.

Só para terem uma noção do que experimentamos, comemos sashimi de carne de cavalo, de baleia (com um certo peso na consciência por não saber como essa carne chegou a nosso prato), lula grelhada inteira, filhote de lula temperada crua, espetinhos diversos, além claro de umas porções mais normais. Cada porção dessa saiu por uns 20 a 40 reais, umas maiores e outros menores, sempre compartilhando entre aqueles que queriam provar. Ao final a conta saiu salgada mas as sensações ao comer foram das mais variadas.

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Ao deixar o restaurante uma pessoa do nosso grupo queria ir ao Hard Rock de Tóquio, então pegamos o metrô e fomos ainda todos lá comer e beber mais um pouco e conhecer outra parte de Tóquio, Roppongi, próximo à Torre de Tóquio, uma versão japonesa da Torre Eiffel. Lá encontramos ainda diversos escoteiros, inclusive um grupo do Brasil com gente do Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. Nas ruas muitos turistas ocidentais por ser uma região com muitos bares e restaurantes, agitada vida noturna.

Hard Rock é estilo Hard Rock para quem já esteve em um, muita coisa interessante pendurada pelas paredes de grandes cantores e grupos de música, principalmente Rock’n’roll, comida muito boa e cara, atendimento legal, estilo estas redes internacionais como T.G.I. Fridays e Outback. A grande sacada do Hard Rock é personalizar os souveniers dos restaurantes em cada local que tem um, desta forma as pessoas buscam este local para guardar de lembrança que já estava no Hard Rock de tal lugar e assim ir “fechando a coleção”.

Terminada a jornada do dia, uma das histórias mais interessantes que já presenciei. Sempre ouvimos falar da segurança do Japão, da honestidade das pessoas mas só quando vivemos isso é que nos damos conta sobre como isso é diferente de nosso país.

A Mica, quando fomos pegar o metrô para ir ao Hard Rock, deixou sua sacola com uma compra que tinha feito, com um dos jovens e na confusão de comprar o passe o metrô esta sacola ficou abandonada em algum lugar próximo à máquina de comprar a passagem. Ela só se deu conta desta falta quando estávamos no Hard Rock nos preparando para voltar para o hostel.

Como já estava tarde, mandamos todos para o hostel para se preparar para dormir e fui com a Mica à estação ver se haviam encontrado algo. Após muitos gestos para tentar explicar para o guardinha da estação sobre a sacola esquecida surgiu uma boa alma que falava inglês e nos ajudou a explicar o que queríamos. Rádio vai, rádio vem entre os seguranças, eis que nos dizem que foi achada uma sacola com as mesmas características que descrevemos e que estava na outra entrada da estação, onde fica um segurança próximo à catraca. Este rapaz que nos ajudou na tradução nos acompanhou até lá, nos ajudou novamente a explicar o ocorrido e a sacola foi devolvida, com o produto dentro e muita alegria da Mica que já dava como perdida a compra pois esta sacola havia ficado em qualquer lugar próximo à máquina de comprar o passe de metrô e não sabamos como chegou às mãos dos seguranças.

Além desta história incrível houveram duas outras no mesmo dia que diferenciam bem este país do nosso em termos de segurança. Na Uniqlo um dos jovens do nosso grupo esqueceu a mochila com todo seu dinheiro da viagem e passaporte em um local enquanto escolhia as roupas. Já quando estava em outro andar, passados vários minutos, lembrou-se da mochila e voltou para buscá-la no mesmo local onde havia esquecido, e ela ali estava, com tudo dentro e sem ninguém tocar.

A terceira história ocorreu comigo também hoje. Fui conversar com a dona do hostel sobre o valor a ser pago por todos pois segundo da regra deveríamos ter pago todas as diárias no checkin mas por desencontro de horários ainda não havíamos pago. Ao procurar a dona para confirmar o valor, ela pediu para que eu calculasse certo e pagasse o que devia para ela, pois ela não sabia muito bem o valor a ser pago.

Eu mesmo fiz as contas, recolhi o dinheiro de cada um e a paguei, que recebeu o dinheiro e confiou totalmente na minha palavra que estava tudo certo. Não sei se este tipo de compartamento daria certo no Brasil pois muitos iriam se aproveitar desta senhora.

Infelizmente me dou conta que aqui no Japão as coisas funcionam na confiança e na honestidade enquanto no Brasil a regra é desconfiar primeiro para só depois de algum tempo de convivência adquirir a confiança que o outro é honesto.

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