Day 4 – corre, corre, corre, ufa…

Mais um dia de correria, muita caminhada e um pouco de turismo pelo Japão. A cada canto que vamos encontramos escoteiros de algum país, algumas vezes em grupos maiores, outra em pequenos grupos ou mesmo pessoas sozinhas nos passeios.

Só de ver o lenço já há a identificação e começamos a conversar. Só no Day 4 foram argentinos, australianos, ingleses, suecos novamente, italianos, até um escoteiro japonês encontramos que incrivelmente falava inglês razoavelmente bem.

Por falar em falar inglês há de tudo por aqui. A grande maioria dos japoneses fala inglês no mesmo nível que a maioria da população do Brasil, ou seja, praticamente nada. Excluindo uma camada da população que pode pagar um estudo particular de inglês no Brasil, a grande maioria não fala nem português direito, quanto mais inglês. Os japoneses até entendem o escrito pois aprendem na escola mas a pronúncia é péssima ou mesmo nenhuma, então a resposta padrão desta maioria quando perguntamos se falam inglês é um NÃO mas uma palavra ou outra eles entendem. Talvez em uma situação de emergência seja melhor escrever e não falar, as chances serão maiores de ter sucesso na comunicação.

Em nível de fluência no idioma, exceto os nativos como australianos, ingleses e americanos claro, os nórdicos da europa dão show (suecos, dinamarqueses, finlandeses). Nós, brasileiros, estamos ali como os outros grupos, alguns poucos falam relativamente bem e se comunica com o outro grupo e os demais ficam escutando e não se arriscam muito na língua.

Este dia 4 foi um dia de correria, logo pela manhã tivemos que correr para pegar o trem, marcamos as 7 da manhã para sair do hotel e só saimos quase 7:15, tínhamos ainda 30 minuto de transporte por Tóquio pela frente e mais uma estação gigante para achar nossa plataforma, carregando malas em um grupo de 8 jovens e adultos. Essa correria teve consequencias, foram esquecidos no hostel de Toquio alguns itens que serão buscados no dia de embarque de volta ao Brasil e o pior, uma mala foi deixada na plataforma de embarque quando entramos no trem. Chegamos na plataforma com o trem já com as portas abertas, faltando uns 2 minutos para sair, aquela correria e nervosismo presente em todos pois se perdêssemos o trem até poderíamos pegar outro depois sem custo adicional mas seria um tempo extra esperando na estação até o seguinte, muito provavelmente sem conseguirmos sentar juntos como queríamos.

Só nos demos conta da mala esquecida já com o trem em movimento. O que nos acalmou foi a experiência anterior de acharmos uma sacolinha esquecida na estação de trem uns dias antes e reencontrada após 4 horas (leia Day 2), então, já acostumados com a honestidade presente neste país, sabíamos que a mala seria encontrada novamente e estaria disponível em algum local na estação. O problema é que isso implicou para duas pessoas do grupo em várias horas perdidas de passeio pois precisarão voltar para Toquio em viagem de 6 horas (ida e volta) só para buscar a mala, que já foi encontrada.

A correria continuou literalmente, a 300 km/hora, dentro do trem bala, agora todos sentados confortavelmente e comendo algo de café da manhã comprado do carrinho que passa vendendo comida e bebidas pelos trens.

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A programação do passeio do dia também ficou bagunçada pois, com tudo isso, nos atrasamos para sair da estação até localizarmos novamente a mala. Mas tivemos com isso a oportunidade de encontrar outros irmãos escoteiros de outros países. O atraso na programação acho que estressou mais os adultos do nosso grupo que os jovens, acho que devido a expectativa de passear em Kyoto, antiga capital do Japão e local imperdível em uma viagem a este país.

Diferentemente de Tóquio, que é uma cidade enorme e agitada, Kyoto é bem menor, muito turística, vários templos, lojinhas, parques, uma cidade ótima para se conhecer a pé, em vários dias de passeio. Nós só tínhamos algumas horas, agora menos por causa do atraso, então revemos a programação devido ao atraso e priorizamos 2 locais, o pavilhão dourado e a área histórica com um templo nas montanhas.

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Ao final do dia, cansados, pegamos um táxi japonês para voltar à estação de trem. Aqui os táxis tem suas particularidades, além da experiência de andar em um carro com o motorista sentado no banco da direita, as portas do táxi abrem e fecham sozinhas ao carregar e descarregar o passageiro. Mais uma experiência diferente para todos.

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Hoje o dia segue em Osaka, já na expectativa do Jamboree que começa em breve, aproveitando para descansar e repor as energias um pouco mais.

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